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Salto perde o professor Toninho, referência na educação, cultura e literatura

A cidade de Salto se despede de uma de suas maiores referências na educação, cultura e literatura. Faleceu o professor e escritor Antônio Oirmes Ferrari, carinhosamente conhecido por gerações de alunos e moradores como professor Toninho.

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Fundador da Academia Saltense de Letras (ASLe), presidente por dois mandatos e posteriormente homenageado com o título de presidente emérito, Toninho dedicou sua vida ao ensino, à valorização da língua portuguesa e ao desenvolvimento cultural do município.

Legado

Nascido em 1936, construiu uma trajetória marcada pelo amor à educação. Formado em Letras, com especialização em Língua Portuguesa e Literatura Luso-Brasileira, além de Magistério, lecionou em cidades como Campinas, Campos do Jordão, Nhandeara, Itu e Salto. Também era formado em Pedagogia, com habilitação em Administração Escolar e Supervisão Escolar, além de bacharel em Direito.

Ao longo de sua carreira, ocupou importantes cargos na educação saltense. Foi diretor da Escola Estadual Paula Santos por 14 anos e da Escola Estadual Leonor Fernandes da Silva por 13 anos. Também esteve à frente da Faculdade Sant’Anna, em Salto, como diretor desde sua implantação, em 2000, permanecendo na função até a transferência da instituição para outro município.

Sua atuação no serviço público também deixou marcas profundas. Foi secretário municipal de Cultura, Esportes e Turismo em 1996, secretário da Educação entre 2001 e 2004, vereador por 15 anos e diretor do Conservatório Municipal Maestro Henrique Castellari durante uma década.

Mesmo após a aposentadoria, permaneceu ativo e dedicado ao ensino. Mantinha colunas sobre língua portuguesa no Jornal Taperá, participava do programa de rádio de Gasparini Filho, na FM 90, e compartilhava conhecimento pela internet e pelas redes sociais da Academia Saltense de Letras.

Como escritor, deixou importantes contribuições para a literatura e para o estudo da língua portuguesa. Entre suas obras estão Epopeia de uma Escola (1970), Dúvidas de Português (1983), Nosso Idioma de Cada Dia (1996) e Apologia à Mãe (2008), além de participações em coletâneas da Academia.

Titular da Cadeira 7 da Academia Saltense de Letras, cujo patrono é o escritor Machado de Assis, professor Toninho era considerado uma das maiores autoridades locais no estudo da língua portuguesa e uma figura fundamental para a preservação da memória cultural de Salto.

Casado com Nídia Hyppolito Ferrari, deixa os filhos Débora Cristina e nora Simone, além dos netos Enzo, Laurinha e Letícia.

Inspiração

Em nota, a Academia Saltense de Letras destacou que sua história está profundamente entrelaçada à trajetória de seu fundador. Mais do que um mestre, Toninho foi uma inspiração para gerações de estudantes, educadores, escritores e leitores.

Sua partida deixa uma lacuna na vida cultural e educacional da cidade, mas seu legado permanecerá vivo nas salas de aula, nos livros que escreveu, nas instituições que ajudou a construir e na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de aprender com ele.

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