Manifestação em Salto reúne servidores e população
Na manhã deste sábado (29), servidores públicos, professores e representantes de movimentos sociais de Salto e Itu realizaram uma manifestação na Praça da Saudade, próximo ao SAAE, em protesto contra a Reforma Administrativa (PEC 38/2025) e o Projeto de Lei Complementar 90/2025, de autoria do Executivo municipal. Após a concentração, o grupo caminhou rumo à Câmara Municipal, com acompanhamento do Departamento de Trânsito e da Polícia Militar.
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👉 Entrar no grupo do WhatsAppO ato foi organizado pelo Sindicato dos Servidores, pela APEOESP e por coletivos locais. Também estiveram presentes os vereadores Chell Oliveira e Dra. Grazi Costa, que declararam apoio aos manifestantes e reforçaram posicionamento contrário ao PLC 90.
Por que os manifestantes rejeitam as propostas?
De acordo com as entidades, tanto a PEC 38 quanto o PLC 90 representam retrocessos que atingem diretamente os servidores e, de forma ainda mais ampla, toda a população. A Reforma Administrativa em debate no Congresso ampliaria terceirizações e abriria espaço para privatizações, o que — segundo os organizadores — colocaria serviços essenciais como saúde, educação e segurança sob maior influência de interesses privados.
As lideranças alertam para a possível perda de direitos históricos da categoria, como estabilidade, progressões na carreira, licença-prêmio e abonos. Também apontam que sistemas de avaliação de desempenho podem resultar em demissões e que a ampliação de contratos temporários tende a precarizar áreas estratégicas, especialmente a educação — realidade já enfrentada por professores da categoria “O”.
Problemas já sentidos na cidade
Em Salto, os manifestantes citam situações que consideram reflexo negativo da terceirização: atrasos salariais entre funcionários terceirizados da limpeza escolar, estrutura insuficiente no hospital municipal e dificuldades no atendimento de alunos com necessidades especiais (PNE) por empresas contratadas.
Impacto direto no cidadão
Segundo as entidades, caso as propostas avancem, quem mais sofrerá será o cidadão que depende dos serviços públicos. Hospitais, postos de saúde, exames, escolas e até a segurança pública podem enfrentar ainda mais precarização. Por isso, os organizadores reforçam que a mobilização da população é fundamental para impedir que os impactos negativos se consolidem.
