Política

Vereadores demonstram preocupação com atraso nas obras da ETA Pedra Branca

A Estação de Tratamento de Água (ETA) do bairro Pedra Branca, prevista para ser entregue até o final de 2025, pode ter sua inauguração adiada. Segundo alguns vereadores, a empresa dispõe de poucos funcionários para os trabalhos e a Prefeitura já estaria estudando romper o contrato, o que causaria uma paralisação dos serviços.

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Na Câmara, o líder do Governo, vereador Henrique Balseiros (PL) disse que a gestão avalia troca da empresa devido à demora da obra e a falta de diálogo com o Executivo. “Se a empresa não está respondendo a Prefeitura, eu acho que tem de trocar. Não dá para a obra ficar andando a passos de tartaruga”.

Já o vereador Edemilson Santos (Podemos), demonstrou preocupação em relação a esse possível rompimento. Segundo ele, isso deve causar um atraso na obra que irá comprometer ainda mais o abastecimento de água na cidade. “E aqui eu me preocupo se for necessário parar a obra para uma nova licitação. Se prorrogarmos essa obra será só para meados do ano que vem (a entrega). Precisamos de um diálogo com empresa para que reestruture sua equipe. Porque dinheiro tem em caixa. Enquanto a ETA não for concluída, não resolvera o problema da cidade”, afirmou.

Durante a sessão vereadores citaram problemas que a população enfrenta devido a falta de água. Chell Oliveira (PT) disse ter tomado conhecimento de um estudante que deixou de frequentar a escola por não estar conseguindo tomar banho, enquanto Luzia Vidal (PSB), falou sobre como tem enfrentado a falta de abastecimento. “Na minha casa chega água. Sobe gotejando. Ela não tem força para encher a caixa d’água. Estamos comprando galão (de água), molhando uma toalha tomando um banho de gato”.

A construção da ETA Pedra Branca foi orçada em R$ 10 milhões e, quando concluída, poderá tratar 150 litros de água por segundo, com possibilidade de ampliar para 450 litros por segundo. A ETA permitirá o atendimento de toda a região Sudeste da cidade.

Comissão Especial de Inquérito

Na sessão desta semana os vereadores criaram uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar supostas irregularidades e falhas de planejamento e execução das obras do Museu da Água de Salto. A comissão será formada por Dra. Grazi (PSB), Chell Oliveira (PT), Rogério Pinheiro (Solidariedade), Edemilson Santos (Podemos) e Henrique Balseiros (PL).

As investigações vão analisar a possível perda de mais de R$ 5 milhões em recursos públicos por conta de inadequações do terreno e do projeto apresentado ao Governo do Estado em 2022. Além disso, o município ainda pode sofrer outro revés financeiro e ter de arcar com a demolição daquilo que já foi construído.

Minha Casa Minha Vida

Nesta semana a Câmara aprovou a desafetação de uma área pública ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), representado pela Caixa Econômica Federal, para a construção de moradias destinadas ao programa Minha Casa Minha Vida. O terreno ocupa uma área de mais de 7 mil metros quadrados, no Jardim Santa Efigênia. Ao todo, serão construídas 144 moradias, ainda sem data de execução definida.

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