Diesel dispara em Salto e se aproxima de R$ 8 em postos
O preço do diesel registrou forte alta em Salto nos últimos dias e já se aproxima de R$ 8 em alguns postos da cidade.
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👉 Entrar no grupo do WhatsAppLevantamento feito diretamente pela reportagem nesta quarta-feira (18), após a ausência de dados locais na pesquisa mais recente da ANP, aponta que o diesel comum passou de R$ 6,09 no início de março para valores entre R$ 6,89 e R$ 7,69 atualmente.
A alta varia de R$ 0,80 a R$ 1,60 por litro, o equivalente a aumentos entre 13% e 26%.
No caso do diesel S10, o aumento foi ainda mais intenso. O preço saiu de R$ 6,14 para uma faixa entre R$ 7,29 e R$ 7,99.
Isso representa uma elevação de R$ 1,15 a R$ 1,85 por litro, ou entre 18% e 30%.
A alta rápida ocorreu em poucos dias e já coloca os preços da cidade entre os mais elevados da região.
Preços do diesel em Salto
| Tipo de diesel | Início de março | Atual (mín) | Atual (máx) | Variação (R$) | Variação (%) |
|---|---|---|---|---|---|
| Comum | 6,09 | 6,89 | 7,69 | +0,80 a +1,60 | 13% a 26% |
| S10 | 6,14 | 7,29 | 7,99 | +1,15 a +1,85 | 18% a 30% |
Fonte: ANP e levantamento da reportagem
Estado e país já registram alta generalizada
Os dados mais recentes da ANP mostram que a alta já atingiu todo o país. No Brasil, o diesel comum chegou a R$ 6,80, enquanto o S10 atingiu R$ 6,89.
No estado de São Paulo, os preços estão praticamente alinhados com a média nacional, com R$ 6,76 para o diesel comum e R$ 6,87 para o S10.
Os valores registrados atualmente em Salto já superam essas médias em diversos postos, indicando que a alta chegou com ainda mais intensidade ao interior.
Preços médios – Brasil e São Paulo
| Local | Diesel comum | Diesel S10 |
|---|---|---|
| Brasil | 6,80 | 6,89 |
| São Paulo | 6,76 | 6,87 |
Fonte: ANP (pesquisa mais recente)
Governo zerou impostos para conter alta
Diante da disparada dos preços, o governo federal anunciou no dia 12 de março a redução a zero das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel.
A medida tinha como objetivo reduzir o impacto ao consumidor e conter o avanço dos preços, com estimativa de queda de cerca de R$ 0,64 por litro.
Apesar disso, o efeito foi limitado diante da pressão internacional sobre o petróleo.
Petrobras anunciou aumento logo em seguida
No dia seguinte, 13 de março, a Petrobras anunciou reajuste no preço do diesel vendido às distribuidoras.
O aumento foi de R$ 0,38 por litro, refletindo a alta do petróleo no mercado internacional e a defasagem dos preços internos.
Mesmo com o corte de impostos, o reajuste contribuiu para manter a trajetória de alta nas bombas.
Governadores resistem a reduzir ICMS
Outro ponto de pressão envolve o ICMS, imposto estadual que incide sobre os combustíveis.
Governadores de diversos estados indicaram que não pretendem reduzir o tributo neste momento, alegando impacto nas contas públicas.
A resistência limita o efeito das medidas federais e mantém a carga tributária elevada sobre o diesel.
O governo federal também avançou em uma nova frente para tentar conter a alta do diesel. O Ministério da Fazenda propôs aos estados zerar o ICMS sobre a importação do combustível, com compensação parcial das perdas de arrecadação. A estimativa é de um custo de cerca de R$ 3 bilhões, com divisão entre União e estados.
A medida teria caráter temporário, com validade até o fim de maio, e foco em facilitar a entrada de diesel importado no país. Segundo a equipe econômica, a iniciativa busca reduzir barreiras, garantir o abastecimento e aliviar a pressão sobre os preços, especialmente diante da alta internacional provocada pelo conflito no Oriente Médio.
Apesar da proposta, há resistência por parte dos estados. Secretários de Fazenda avaliam que a redução do ICMS pode gerar perda de arrecadação sem garantir queda efetiva no preço ao consumidor, já que parte do impacto costuma ser absorvida pela cadeia de distribuição e revenda.
Conflito no Oriente Médio pressiona petróleo
A escalada recente do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada no fim de fevereiro, elevou o risco global sobre o fornecimento de petróleo.
Ataques a instalações estratégicas e a possibilidade de interrupções no transporte de petróleo no Oriente Médio provocaram forte reação do mercado.
Antes do conflito, o barril do petróleo tipo Brent era negociado na faixa de US$ 70. Com a escalada, os preços dispararam e chegaram a ultrapassar US$ 110 em poucos dias.
Atualmente, o barril permanece em torno de US$ 100, ainda em patamar elevado.
Preço do barril de petróleo
| Período | Preço (US$) |
|---|---|
| Antes do conflito | 70 |
| Após início dos ataques | 80 a 90 |
| Pico da crise | 110 a 120 |
| Cotação atual | 100 |
Fonte: mercado internacional (cotações mais recentes)
Alta internacional segue pressionando combustíveis
Mesmo com medidas internas, o avanço do petróleo no mercado internacional continua sendo o principal fator de pressão sobre o diesel.
A tendência é de manutenção da volatilidade nos próximos dias, com impacto direto nos preços ao consumidor.
Governadores resistem a reduzir ICMS
Outro ponto de pressão envolve o ICMS, imposto estadual que incide sobre os combustíveis.
Governadores de diversos estados indicaram que não pretendem reduzir o tributo neste momento, alegando impacto nas contas públicas.
A resistência limita o efeito das medidas federais e mantém a carga tributária elevada sobre o diesel.
O governo federal também avançou em uma nova frente para tentar conter a alta do diesel. O Ministério da Fazenda propôs aos estados zerar o ICMS sobre a importação do combustível, com compensação parcial das perdas de arrecadação. A estimativa é de um custo de cerca de R$ 3 bilhões, com divisão entre União e estados.
A medida teria caráter temporário, com validade até o fim de maio, e foco em facilitar a entrada de diesel importado no país. Segundo a equipe econômica, a iniciativa busca reduzir barreiras, garantir o abastecimento e aliviar a pressão sobre os preços, especialmente diante da alta internacional provocada pelo conflito no Oriente Médio.
Apesar da proposta, há resistência por parte dos estados. Secretários de Fazenda avaliam que a redução do ICMS pode gerar perda de arrecadação sem garantir queda efetiva no preço ao consumidor, já que parte do impacto costuma ser absorvida pela cadeia de distribuição e revenda.
