Especial

Juliana Martinasso Donatoni: saúde da mulher, maternidade e o espírito de aventura

A fisioterapeuta Juliana Martinasso Donatoni, de 38 anos, encontrou em Salto não apenas um lugar para viver, mas um espaço para construir sua história pessoal, familiar e profissional. Natural de São Paulo, capital, ela chegou à cidade em 2008, quando o marido adquiriu um negócio na região. O que seria apenas uma mudança acabou se transformando em um vínculo definitivo.

📲
Receba as principais notícias do dia no WhatsApp!

Entre agora no nosso grupo oficial e fique por dentro de tudo em primeira mão.

👉 Entrar no grupo do WhatsApp

Uma nova vida em Salto
“Eu me apaixonei pela cidade”, resume Juliana. A relação com Salto, inclusive, tem raízes familiares: descobriu depois que sua bisavó, Antonio Vicenzo, havia vivido na cidade.

Casada com Daniel Donatoni desde 14 de junho de 2008, Juliana costuma definir o companheiro com bom humor: “Ele é o chato mais legal que existe”. O casal namorou por um ano antes do casamento e construiu uma parceria baseada em diálogo, respeito e crescimento conjunto.

Da união nasceram Ana Clara, de 9 anos, e Heitor, de 7, que já compartilham com os pais uma característica marcante da família: o amor pela aventura e pela natureza. Trilhas, montanhas, viagens e experiências ao ar livre fazem parte da rotina familiar. “Se colocar um tênis no pé e uma mochila nas costas, eu vou para o meio do mato”, conta Juliana.

Entre as aventuras já vividas estão travessias em montanhas, caiaque em ilhas desertas e até churrasco em meio a temporal durante expedições. As crianças participam de tudo e, segundo ela, adoram. O espírito aventureiro continua nos planos futuros: a família pretende realizar uma viagem para Portugal para percorrer o Caminho de Santiago e, em 2029, Juliana sonha em chegar ao acampamento base do Monte Everest.

Maternidade, disciplina e propósito
Mesmo com tantas aventuras, disciplina também faz parte da rotina. Juliana costuma começar o dia cedo, às 5h da manhã, com corrida de 5 quilômetros. “Se não começo o dia assim, parece que fico sem energia”, conta.

A maternidade, segundo ela, trouxe uma transformação profunda. “Ser mãe muda tudo. A gente deixa de ser prioridade. É uma oportunidade de criar alguém melhor do que nós mesmos”, reflete. Por isso, dedica tempo a estudar sobre criação de filhos e as tardes são dedicadas aos pequenos.

A relação com o conhecimento também tem um papel central em sua história. Vinda de uma família simples e com formação em escolas públicas, Juliana conta que descobriu o poder transformador do estudo ao longo da vida. Professores como Natália Duarte, Amilton Iatecola e Luiz Boaventura marcaram essa trajetória. “Eles não pensavam apenas em dinheiro, mas em como construir um mundo melhor”, lembra.

Cuidado com a saúde da mulher
Hoje, Juliana é fisioterapeuta com atuação focada em fisioterapia pélvica e saúde da mulher. Formada em Fisioterapia e pós-graduada na área desde 2013, ela costuma dizer que não foi ela quem escolheu a especialidade — foi a especialidade que a escolheu.

Criada em um ambiente mais protegido, ela afirma que teve pouco acesso a informações sobre o próprio corpo durante a juventude. Foi justamente nesse processo de descoberta que encontrou o propósito profissional. “A fisioterapia pélvica me permitiu compreender melhor o corpo feminino e ajudar outras mulheres a fazer o mesmo.”

A busca por atualização constante também faz parte da carreira. Em 2025, realizou uma nova pós-graduação em fisioterapia pélvica em Brasília, além de participar de congressos e formações na área.

No consultório, Juliana trabalha com uma abordagem que vai além da técnica. A fisioterapia pélvica, explica, trata disfunções que ainda são cercadas de tabus, como incontinência urinária, dores pélvicas e questões relacionadas à sexualidade e à maternidade.

“Muitas mulheres chegam sobrecarregadas, acumulando vários papéis. O atendimento precisa ter escuta, acolhimento e orientação. É um trabalho de reconexão com o próprio corpo”, explica.

Nos últimos anos, ela observa uma mudança importante: cada vez mais mulheres buscam informação e cuidado de forma preventiva, interessadas em compreender melhor o funcionamento do corpo ao longo das diferentes fases da vida.

Além da prática clínica, Juliana mantém hábitos ligados ao autoconhecimento e à saúde integral. Apaixonada por livros, atualmente divide o tempo entre leituras sobre desenvolvimento pessoal e saúde, além de estudos sobre o papel do intestino — considerado hoje um dos centros importantes da imunidade e do equilíbrio do organismo.

A paixão pelo que faz é o grande diferencial: seus olhos brilham ao auxiliar cada mulher a se cuidar e se conhecer. O amor à família e aos esportes a ajuda a ser uma pessoa plena, que, no atendimento, busca extrair de cada mulher o seu melhor.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: Content is protected !!