Itu terá uma ação para cadastro de doadores de medula óssea no dia 13 de outubro, das 8h às 15h, no Ambulatório de Quimioterapia do Hospital Amaral Carvalho. A iniciativa é realizada em parceria entre a Prefeitura e o hospital e será aberta à população de Itu e região.
Para se cadastrar, o voluntário deve ter entre 18 e 35 anos, estar em boas condições de saúde, apresentar documento oficial com foto e informar dois contatos diferentes e atualizados.
Durante o atendimento, será preenchida uma ficha com os dados pessoais do candidato e realizada uma coleta simples de sangue. A amostra é utilizada para identificar características genéticas do voluntário, que serão incluídas no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME).
O cadastro é o primeiro passo para uma eventual doação. Se, no futuro, for identificada compatibilidade genética com um paciente que necessita de transplante, o possível doador é contatado para realizar novos exames e receber orientações.
Apesar da importância do cadastro, dúvidas sobre o procedimento ainda podem afastar potenciais doadores. Confusão entre medula óssea e medula espinhal, medo de cirurgia e receio da dor estão entre elas.
A hematologista Beatriz Nery, médica do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), esclarece alguns dos principais mitos relacionados à doação.
1. “A medula é retirada da coluna”
MITO. A medula óssea não é a mesma coisa que a medula espinhal. A medula espinhal está localizada no interior da coluna vertebral, enquanto a medula óssea é um tecido encontrado no interior dos ossos e participa da produção das células sanguíneas.
Quando a doação é realizada por coleta direta da medula óssea, a punção ocorre no osso da bacia, e não na coluna.
“Quando a doação ocorre por punção direta, ela não é feita na coluna, mas no osso da bacia”, explica Beatriz.
2. “Toda doação de medula exige cirurgia”
MITO. Existem diferentes formas de coleta das células necessárias ao transplante.
Uma delas é realizada por aférese, procedimento no qual células-tronco são coletadas do sangue periférico com auxílio de um equipamento que separa as células necessárias e devolve os demais componentes do sangue ao doador.
Outra possibilidade é a coleta direta da medula óssea por meio de punções no osso da bacia, realizada em ambiente hospitalar e sob anestesia. A definição do método considera fatores relacionados ao tratamento e ao paciente receptor.
3. “Doar medula é extremamente doloroso”
MITO. O desconforto depende do tipo de procedimento utilizado.
Na coleta por sangue periférico, o doador recebe previamente medicamentos para aumentar a quantidade de células-tronco circulando no sangue, o que pode provocar efeitos temporários.
Na coleta direta da medula óssea, o procedimento é realizado sob anestesia, portanto o doador não sente as punções durante a coleta. Depois, pode ocorrer dor ou desconforto na região, geralmente temporários.
4. “Depois da doação, o organismo fica sem medula”
MITO. O organismo é capaz de repor as células doadas. Segundo a hematologista, a recuperação ocorre gradualmente após o procedimento, e o doador pode apresentar cansaço ou outros desconfortos temporários nos primeiros dias.
5. “Quem se cadastra provavelmente será chamado para doar”
MITO. Fazer parte do REDOME não significa que a pessoa necessariamente realizará uma doação.
A compatibilidade entre doador e receptor depende de características genéticas específicas. Por isso, uma pessoa cadastrada pode nunca ser chamada.
“Quando um doador é chamado, significa que, dentre uma enorme variabilidade genética, há compatibilidade com o receptor”, afirma Beatriz.
É justamente a dificuldade de encontrar pessoas geneticamente compatíveis que torna importante ampliar e diversificar o número de voluntários cadastrados.
6. “Qualquer pessoa saudável pode se cadastrar”
MITO. Existem critérios para ingresso no cadastro de doadores.
Na ação realizada em Itu, os candidatos devem ter entre 18 e 35 anos e estar em boas condições de saúde. Também existem condições de saúde que precisam ser avaliadas para determinar se uma pessoa pode ou não integrar o cadastro ou efetivamente realizar uma doação.
Por isso, as informações sobre o histórico de saúde devem ser fornecidas corretamente durante o cadastramento e avaliadas pela equipe responsável.
7. “Transplante de medula serve apenas para tratar câncer”
MITO. O transplante de células-tronco hematopoéticas pode fazer parte do tratamento de diferentes doenças.
Além de doenças malignas do sangue, como alguns tipos de leucemias e linfomas, o procedimento também pode ser indicado em determinadas doenças não malignas, incluindo algumas imunodeficiências, doenças da medula óssea e hemoglobinopatias.
Como participar em Itu
O cadastro de doadores será realizado no dia 13 de outubro, das 8h às 15h, no Ambulatório de Quimioterapia do Hospital Amaral Carvalho.
O interessado deve ter entre 18 e 35 anos, estar em boas condições de saúde, apresentar documento oficial com foto e fornecer dois contatos diferentes e atualizados. No local, será preenchida uma ficha e coletada uma pequena amostra de sangue para inclusão dos dados genéticos no REDOME.




