Terça-feira, 11 de agosto de 2026
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Vendas e locações de imóveis residenciais caem em Salto

O mercado imobiliário de Salto e região registrou forte retração no mês de junho de 2025, segundo levantamento do Conselho .

Vendas e locações de imóveis residenciais caem em Salto

O mercado imobiliário de Salto e região registrou forte retração no mês de junho de 2025, segundo levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP). A pesquisa, que consultou 94 imobiliárias em 15 municípios da região, apontou queda de 39,69% nas vendas de imóveis residenciais usados e de 31,76% nos novos contratos de locação, em comparação com maio deste ano.

As cidades abrangidas pelo estudo incluem ainda Sorocaba, Itu, São Roque, Tatuí, Porto Feliz, Votorantim, entre outras.

Comportamento do consumidor e cenário econômico influenciam

Os números refletem não apenas a sazonalidade do setor, mas também ajustes no comportamento do consumidor. A busca por imóveis com melhor custo-benefício, renegociações e mudanças para aluguéis mais baratos aparecem como principais motivos apontados por quem encerrou contratos.

Entre os que mudaram de imóvel, 52% optaram por aluguéis mais baratos, enquanto apenas 20% migraram para unidades mais caras. Além disso, 71,9% dos contratos de locação foram fechados sem qualquer desconto em relação ao valor anunciado.

Perfil das vendas em junho

As vendas foram concentradas principalmente em casas (55%), enquanto apartamentos responderam por 45%. A maioria das casas vendidas era de 2 e 3 dormitórios, com área superior a 200 m². Já os apartamentos vendidos eram, majoritariamente, de 2 dormitórios com até 50 m².

Mais da metade das vendas ocorreu em áreas nobres (52,9%), seguidas pelas regiões centrais (29,4%) e periferias (17,6%). Em relação à forma de pagamento, 36,4% foram feitas à vista, 33,3% com financiamento pela Caixa Econômica Federal, 15,2% por outros bancos e 15,2% diretamente com os proprietários.

O valor médio dos imóveis vendidos ficou acima de R$ 500 mil, com destaque para imóveis entre R$ 201 mil e R$ 250 mil (30,4%) e faixas de alto padrão, como de R$ 1 milhão a R$ 1,2 milhão (13%).

Locações: casas dominam e periferia é preferência

Nas locações, as casas continuam dominando o mercado, representando 81% dos contratos fechados. Os imóveis mais procurados foram de até 2 dormitórios e área útil entre 50 m² e 100 m². Apartamentos de 2 dormitórios também tiveram boa saída, sobretudo na mesma faixa de metragem.

O valor mais buscado para locação ficou entre R$ 1.000 e R$ 1.500. A maioria dos imóveis alugados está localizada nas regiões periféricas (61,1%), evidenciando o foco em opções mais econômicas. Apenas 5,6% das locações foram realizadas em bairros nobres.

A garantia locatícia mais escolhida foi o seguro fiança (50%), seguida por depósito caução (25%) e fiador (25%).

Balanço do primeiro semestre

Mesmo com a forte queda em junho, o acumulado do ano ainda apresenta crescimento nas locações (+53,64%) e uma queda moderada nas vendas (-13,01%), conforme a tabela de evolução:

MêsVariação VendasVariação Locações
Janeiro-36,35%-47,55%
Fevereiro+8,31%+109,44%
Março+67,37%+57,82%
Abril-49,39%-11,20%
Maio+36,74%-23,11%
Junho-39,69%-31,76%
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