Salto teve 142 casos relatados de ataque de escorpião neste ano, informam dados do painel de monitoramento do Estado de São Paulo. No ano passado, foram 193. A cidade teve ainda um caso de ataque de serpente neste ano, nenhum no ano passado, quatro de aranha neste ano, com nenhum em 2024, e um caso de picada de abelha relatado, contra nenhum do ano passado. Felizmente, em nenhum desses casos houve morte.
O Estado de São Paulo teve mais de 24 mil casos de picadas de escorpião, com uma morte. De aranha foram mais de 1,3 mil, de serpente 994, com quatro mortes e de abelha foram impressionantes 3,4 mil ataques, com seis mortes registradas. No ano passado, 20 pessoas morreram por este motivo.
Casos de escorpião
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES‑SP) alerta a população para o aumento de acidentes com escorpiões e outros animais peçonhentos no território paulista. Até 5 de agosto, foram registradas 22.850 ocorrências envolvendo apenas escorpiões, resultando em um óbito.
Para dar transparência, a SES conta com o painel de monitoramento de acidentes por animais peçonhentos. O estado conta hoje com 228 Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno (PESAs), distribuídos estrategicamente para reduzir o tempo entre a picada e o atendimento, especialmente no caso de crianças de até 10 anos. Esses locais estão preparados para tratar acidentes com animais peçonhentos e possuem soro antiescorpiônico.
Em caso de picada, a recomendação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima. Levar o animal ou uma foto pode ajudar na identificação, mas não é necessário capturá‑lo.
Em Salto, pessoas que sofrem acidente com cobra coral ou aracnídeo são encaminhadas para o Conjunto Hospitalar de Sorocaba; no caso de acidente com escorpiões ou demais soros e antiescorpiônicos, para a Santa Casa de Itu.
Pontos estratégicos
A Secretaria de Saúde esclarece que, conforme definição do Ministério da Saúde, existem pontos estratégicos para administração de Soros para animais peçonhentos em todo o Estado. Esta situação está colocada desta forma, pois existe escassez dos soros, sendo necessário estabelecer fluxos para otimizar a utilização do material e o atendimento da população.
A cidade de Salto não foi definida pelo Ministério da Saúde como ponto estratégico para administração de soro. A orientação em caso de acidente é para que o paciente procure direto o ponto estratégico e, caso passe em atendimento no Pronto Socorro Municipal, será encaminhado para as cidades citadas acima.
(Agência São Paulo)

