Domingo, 13 de setembro de 2026
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Chuvas fortes provocam alagamentos em Salto e interditam Estrada Parque em Itu

Rio Tietê transbordou em dois pontos de Salto e apresenta vazão estimada em 694 m³/s; em Itu, deslizamento de rocha bloqueou a Estrada Parque

Após os alertas para tempestades severas e possibilidade isolada de tornados no centro-sul do Estado de São Paulo, as fortes chuvas registradas entre sexta-feira (11) e a madrugada deste sábado (12) provocaram transtornos em Salto e Itu.

Em Salto, o Rio Tietê transbordou em dois pontos, que precisaram ser interditados preventivamente. A vazão do rio estava estimada em 694 metros cúbicos por segundo e poderia aumentar ao longo deste sábado.

Em Itu, uma rocha deslizou sobre a Estrada Parque, provocando a interdição da via no sentido Cabreúva. O município também registrou quedas de muros de arrimo. Segundo a Defesa Civil, Itu acumulou 105 milímetros de chuva e teve rajadas de vento de até 60 km/h.

Rio Tietê transborda e provoca interdições em Salto

A Defesa Civil de Salto realizou neste sábado o monitoramento das áreas do município consideradas suscetíveis a alagamentos em razão das fortes chuvas e identificou dois pontos de transbordamento do Rio Tietê.

Um deles fica no acesso ao campo pela Rua 24 de Outubro. No local, as águas do Tietê ultrapassaram a cabeceira da ponte e avançaram em direção à Avenida Castro Alves.

Mais adiante, na própria Avenida Castro Alves, a Defesa Civil constatou outro ponto de transbordamento do rio.

Os dois locais foram interditados preventivamente com cavaletes para evitar a circulação de veículos e pedestres e garantir a segurança da população.

O Rio Tietê apresenta vazão elevada, estimada em 694 metros cúbicos por segundo. Segundo a Defesa Civil, existe possibilidade de aumento ao longo do dia devido ao grande volume de chuva registrado nas cabeceiras do rio e na Região Metropolitana de São Paulo.

A situação também é acompanhada no Rio Jundiaí, cujo nível permanece elevado. As margens seguem sendo monitoradas.

Apesar das condições meteorológicas adversas, a Defesa Civil informou que não houve registro de ocorrências relacionadas às chuvas durante a noite em Salto.

Os locais considerados de risco permanecem sob monitoramento contínuo da Defesa Civil e da Guarda Civil Municipal (GCM) durante o período de instabilidade.

A orientação é para que a população evite áreas alagadas, não tente atravessar locais com correnteza e redobre a atenção durante os deslocamentos.

Estrada Parque é interditada em Itu após deslizamento de rocha

Em Itu, o deslizamento de uma rocha provocou a interdição da Estrada Parque, também conhecida como Estrada dos Romeiros. A ocorrência foi registrada cerca de um quilômetro após o Camping do Alemão, no sentido Itu-Cabreúva.

Equipes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) foram mobilizadas para a retirada da rocha. A orientação é para que os motoristas evitem a estrada, pois há risco de novos deslizamentos e de alagamento da pista.

A Defesa Civil de Itu acompanha a situação no local.

O grande volume de água registrado na Região Metropolitana de São Paulo, principalmente durante a madrugada, também preocupa devido ao aumento da vazão ao longo da cascata do Rio Tietê.

Segundo as informações divulgadas, poderá ser necessário ultrapassar a vazão de 700 metros cúbicos por segundo na Barragem de Rasgão, patamar de restrição relacionado ao risco de alagamento na Estrada dos Romeiros.

Itu registra 105 mm de chuva e rajadas de 60 km/h

Segundo a Defesa Civil municipal, Itu registrou 105 milímetros de chuva, além de rajadas de vento que chegaram a 60 km/h.

A Defesa Civil também registrou quedas de muros de arrimo em obras particulares no município.

Outro levantamento, referente aos maiores acumulados registrados nas últimas 24 horas e coletado às 6h05 deste sábado, apontou 53 milímetros em Salto e 39 milímetros em Itu. Os valores podem variar conforme a estação meteorológica utilizada e o período considerado na medição.

O solo encharcado aumenta a possibilidade de deslizamentos, quedas de estruturas e outros transtornos, principalmente em áreas de encosta.

Setembro já registra volumes elevados de chuva

Na capital paulista, setembro de 2026 já aparece como o segundo setembro mais chuvoso da série histórica do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo.

Até a noite de sexta-feira (11), a cidade de São Paulo havia acumulado 154,8 milímetros de chuva, volume 134,5% superior aos 66 milímetros esperados para todo o mês. O maior acumulado para setembro desde o início da série histórica, em 1995, ocorreu em 2015, com 198,6 milímetros.

A instabilidade continua neste sábado. A passagem da frente fria mantém condições para chuva e rajadas de vento, enquanto as Defesas Civis permanecem monitorando rios, áreas sujeitas a alagamentos, encostas e outros pontos considerados de risco.

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