A Associação Brasileira de Assistência a Pessoas com Câncer (ABRAPEC), em Salto, desenvolve atividades que vão além do acompanhamento durante o tratamento oncológico. Crochê, artesanato e Capoterapia estão entre as ações oferecidas pela instituição com o objetivo de proporcionar acolhimento, integração, bem-estar e qualidade de vida às pessoas assistidas.
As iniciativas criam espaços de convivência nos quais as participantes podem aprender novas habilidades, movimentar o corpo, exercitar a criatividade e, principalmente, compartilhar experiências com outras pessoas que também enfrentam os desafios relacionados ao tratamento.
Crochê proporciona aprendizado e convivência
Recentemente, as mulheres assistidas pela ABRAPEC participaram de uma aula especial de crochê ministrada pela artesã voluntária Helena Rocha, que dedicou seu tempo para ensinar técnicas e compartilhar conhecimentos com o grupo.
Além da confecção das peças, a atividade proporcionou uma tarde de integração e troca de experiências. A concentração necessária para executar os pontos e acompanhar o desenvolvimento do trabalho ajuda a estimular a coordenação motora e a atenção, enquanto o ambiente coletivo favorece a socialização.
O crochê também pode representar um momento de pausa na rotina do tratamento, direcionando a atenção para uma atividade prazerosa e para a satisfação de acompanhar uma peça sendo produzida pelas próprias mãos.
Artesanato estimula criatividade e autoestima
As oficinas de artesanato também fazem parte do cronograma de atividades da ABRAPEC em Salto. Durante os encontros, as assistidas confeccionam diferentes peças, exercitam a criatividade e fortalecem os vínculos de amizade e apoio mútuo.
Para Vera Pensin, orientadora social e coordenadora da atividade de artesanato, esses momentos têm importância especial para as participantes.
“O artesanato funciona como uma verdadeira ferramenta terapêutica para as nossas atendidas. Mais do que aprender uma técnica nova ou produzir uma peça bonita, o espaço da oficina promove a socialização, resgata a autoestima e oferece um momento de alívio e leveza diante dos desafios do tratamento. É gratificante ver o brilho no olhar de cada uma ao perceberem do que são capazes de criar”, afirma.
Capoterapia une movimento, música e socialização
Completando as atividades, a ABRAPEC oferece gratuitamente aulas de Capoterapia, prática que reúne movimentos adaptados da capoeira, música, ritmo e convivência em grupo.
A atividade busca estimular a movimentação corporal de acordo com os limites de cada participante, trabalhando aspectos como coordenação motora, equilíbrio e flexibilidade. Ao mesmo tempo, a música e a dinâmica coletiva proporcionam momentos de descontração e interação.
As aulas são coordenadas pelo Mestre Márcio Huguemim, que participa das atividades acompanhado do filho.
“Estar à frente das aulas de Capoterapia na ABRAPEC é, antes de tudo, um exercício diário de amor e superação. Poder ver o brilho no olhar de cada participante, a alegria com que eles se movimentam e superam seus próprios limites não tem preço”, relata.
Atividades fortalecem acolhimento às assistidas
Embora utilizem técnicas diferentes, crochê, artesanato e Capoterapia têm em comum a proposta de proporcionar momentos de acolhimento e convivência durante uma fase marcada por mudanças na rotina e pelos desafios do tratamento.
As atividades contribuem para combater o isolamento, fortalecer vínculos sociais e criar oportunidades para que as assistidas tenham momentos dedicados ao aprendizado, à criatividade, ao movimento e à troca de experiências.
Dessa forma, as ações complementam o trabalho de assistência desenvolvido pela ABRAPEC, valorizando não apenas as necessidades relacionadas ao tratamento, mas também aspectos emocionais e sociais importantes para a qualidade de vida das pessoas atendidas.
ABRAPEC – Unidade Salto
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